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Itapema virou um dos destinos mais procurados do litoral catarinense para aluguel de temporada. Reunimos os números reais de diária, ocupação e rentabilidade para quem está avaliando comprar um imóvel com esse objetivo.
Diferente de um investimento tradicional de aluguel anual, o aluguel de temporada em Itapema funciona em ciclos curtos e intensos, concentrados principalmente entre dezembro e fevereiro. Entender os números reais desse mercado — não apenas a promessa genérica de 'alta rentabilidade' — é o primeiro passo antes de decidir se vale a pena comprar um imóvel com esse objetivo.
Durante o verão, o preço médio de uma diária de Airbnb em Itapema é de R$ 1.051, segundo levantamento do setor. Uma semana de hospedagem em dezembro ou janeiro custa, em média, R$ 7.335. Para apartamentos de dois quartos frente ao mar, a diária em alta temporada costuma variar entre R$ 650 e R$ 950, dependendo do padrão do imóvel, andar e proximidade da praia.
A taxa de ocupação de imóveis bem localizados e bem administrados fica entre 60% e 70% na média anual — mas esse número esconde uma sazonalidade forte. No verão (dezembro a fevereiro), a ocupação chega a 92%–97%, praticamente lotação máxima, enquanto no restante do ano cai para patamares bem mais modestos. É essa concentração que sustenta a rentabilidade média do investimento: poucos meses de alta ocupação e diária elevada compensam o resto do ano.
Entre 2019 e 2024, quem investiu em um imóvel bem localizado em Itapema obteve rentabilidade média de 17% ao ano, cerca de três vezes mais do que a renda fixa no mesmo período. Estimativas mais recentes de mercado apontam um retorno bruto anual entre 8% e 11% para imóveis de aluguel de temporada, considerando a alta ocupação de verão — números que variam bastante conforme localização, padrão do imóvel e qualidade da gestão.
Localização é o fator que mais pesa: imóveis na Meia Praia, com vista para o mar e proximidade de bares e restaurantes, tendem a ter diária mais alta e ocupação mais constante que unidades mais afastadas da orla. Mobília de qualidade, boas fotos no anúncio, avaliações positivas acumuladas ao longo do tempo e uma gestão ágil de check-in/check-out também fazem diferença real na taxa de conversão de reservas — especialmente na disputa por hóspedes durante a alta temporada.
Para quem está decidindo entre alugar de temporada, alugar anualmente ou simplesmente deixar o dinheiro em renda fixa, o aluguel de temporada em Itapema tende a superar as outras opções em rentabilidade bruta — mas exige mais trabalho de gestão, seja pessoal ou terceirizado, e mais tolerância à sazonalidade do fluxo de caixa. É um investimento que recompensa quem trata o imóvel como um negócio, não apenas como um ativo passivo.
Vale considerar também os custos que reduzem a rentabilidade líquida: taxa de administração (quando terceirizada), limpeza entre hóspedes, manutenção, condomínio, IPTU e eventuais períodos de vacância entre reservas. Um imóvel que parece render 17% ao ano em receita bruta pode entregar uma rentabilidade líquida bem menor depois de descontados esses custos — por isso vale sempre simular o cenário completo antes de comprar.
Comprar um apartamento ainda na planta, em fase de pré-lançamento, costuma ser a forma mais barata de entrar no mercado de Itapema — o preço tende a subir conforme a obra avança até a entrega. Para quem pensa em aluguel de temporada, isso significa que o cálculo de rentabilidade deve considerar não só a receita futura de aluguel, mas também a valorização do imóvel entre a compra e a entrega das chaves, que em cidades com valorização forte como Itapema pode ser um componente relevante do retorno total.
Antes de colocar um imóvel para alugar por temporada, é importante verificar a convenção de condomínio — alguns empreendimentos restringem ou regulam esse tipo de locação — e manter a documentação de Registro de Incorporação (Lei 4.591/64) em dia no caso de imóveis ainda em construção. Consultar um profissional especializado em direito imobiliário antes de fechar negócio ajuda a evitar surpresas depois da compra.
A média fica em torno de R$ 1.051 por diária no verão, podendo variar entre R$ 650 e R$ 950 para apartamentos de dois quartos frente ao mar.
Entre 60% e 70% na média anual, mas chegando a 92%–97% durante os meses de verão (dezembro a fevereiro).
Entre 2019 e 2024, a rentabilidade média foi de 17% ao ano para imóveis bem localizados; estimativas recentes de mercado apontam retorno bruto anual entre 8% e 11%.
A Meia Praia costuma render mais por concentrar a maior demanda, vista para o mar e proximidade de bares e restaurantes.
Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui a análise de um profissional especializado. Condições de pagamento, prazos e disponibilidade de unidades podem mudar sem aviso prévio — confirme sempre os dados atualizados diretamente com a construtora ou com nosso time antes de tomar uma decisão. Empreendimentos em fase de lançamento ou pré-lançamento podem ainda não ter Registro de Incorporação (Lei 4.591/64) — verifique esse ponto antes de assinar qualquer contrato.
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