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Ilhota e Sertãozinho são dois bairros do interior de Itapema, mais distantes da orla e com preço de entrada mais acessível do que os bairros litorâneos. Veja as diferenças entre os dois antes de decidir onde comprar.
A Ilhota tem como característica principal o terreno plano, típico de regiões próximas a cursos d'água no litoral catarinense. É um bairro residencial, com oferta concentrada em casas e empreendimentos de menor porte, que exige atenção específica ao histórico de drenagem do terreno antes de comprar, mas compensa com facilidade de construção em áreas planas.
O Sertãozinho carrega em seu próprio nome o histórico rural da região, com lotes tradicionalmente maiores e menor densidade construtiva. Nos últimos anos, o bairro vem passando por um processo de urbanização mais acelerado, com novos loteamentos e empreendimentos residenciais surgindo conforme Itapema se expande para além da faixa litorânea.
A principal diferença física entre os dois bairros está no relevo: enquanto a Ilhota tem terreno predominantemente plano, o Sertãozinho apresenta trechos mais irregulares, com áreas em processo de urbanização e infraestrutura ainda em consolidação em diferentes pontos do bairro. Em ambos os casos, vale checar ponto a ponto — e não assumir uma condição uniforme para o bairro inteiro — a situação de asfalto, saneamento e iluminação antes de comprar.
Os dois bairros tendem a ter valores por metro quadrado entre os mais acessíveis de Itapema, cidade que hoje lidera, segundo o Índice FipeZAP, o ranking nacional de m² mais caro. Essa característica os torna interessantes tanto para quem busca entrada mais barata no mercado imobiliário local quanto para investidores de longo prazo que acompanham a expansão urbana da cidade para o interior.
Por estarem em estágio de expansão, tanto a Ilhota quanto o Sertãozinho pedem mais atenção do comprador do que bairros já totalmente consolidados: vale checar pessoalmente a situação de infraestrutura no trecho exato do lote ou empreendimento, confirmar a regularidade documental junto à Prefeitura de Itapema e, sempre que possível, conversar com moradores já estabelecidos na região sobre a experiência de morar ali no dia a dia — informação que raramente aparece em material de divulgação, mas costuma ser bastante reveladora.
É tentador escolher com base apenas no menor preço por metro quadrado, mas vale considerar o custo total de morar em cada bairro — incluindo tempo e custo de deslocamento diário até trabalho, escola e comércio, que pode compensar (ou não) a economia inicial na compra. Para quem vai morar de fato na região, e não apenas investir, essa conta completa costuma ser mais reveladora do que comparar só o valor do metro quadrado entre Ilhota e Sertãozinho.
Não, ambos ficam na região mais interiorizada de Itapema, mais distantes da orla do que bairros como Meia Praia e Centro.
A Ilhota se destaca pelo terreno predominantemente plano; o Sertãozinho tem trechos mais irregulares em diferentes pontos do bairro.
Em geral sim — por estarem mais distantes do mar e terem menos infraestrutura turística no entorno, tendem a ter valores por metro quadrado mais acessíveis.
Pode ser uma estratégia de longo prazo interessante, já que ambos estão em processo de urbanização, mas não há garantia — vale acompanhar de perto o ritmo de expansão de cada região.
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